Laboratório de História Antiga

Oficinas

Desde 2007, o Laboratório de História Antiga desenvolve Oficinas Pedagógicas em História Antiga, abarcando Antiguidade Clássica e Egípcia. Buscando superar a distância entre a Academia e a Escola, as Oficinas Pedagógicas mobilizam temas, problemáticas, conceitos e cultural material (com ênfase nos artefatos apresentados nas exposições permanentes "Culturas do Mediterrâneo" e "Egito Antigo" do Museu Nacional) visando a construção do conhecimento histórico escolar. Estas atividades, inseridas no projeto institucional da UFRJ para o Edital Prodocência, são desenvolvidas pelos alunos de graduação em disciplinas optativas do Curso de História da UFRJ, contribuindo para a melhoria da sua formação como futuros professores. Neste contexto, foram produzidas diferentes estratégias didáticas para o ensino escolar da História Antiga, em especial Egito, Grécia e Roma, tendo em vista o acervo exposto no Museu Nacional. Objetivando publicizar e disponibilizar as Oficinas para além do espaço curricular do Curso de História da UFRJ, foi elaborado e executado, em março de 2015, o site "Aprendendo com Clio" pela bolsista PIBIC, Beatriz Moreira da Costa, sob orientação da professora Regina Bustamante. O site foi concebido como uma forma de compartilhar as Oficinas Pedagógicas com um amplo público, principalmente, os professores de História da Educação Básica.

Nossas Oficinas Pedagógicas enfrentaram o desafio de promover, na Educação Básica, o estudo das sociedades antigas a partir da sua cultura material. Num período histórico em que os documentos escritos eram escassos e lacunares, a cultura material ganha relevância para compreender estas sociedades com um viés mais plural e dinâmico. O recorte na Antiguidade Clássica permite operar questões importantes para o Ensino da História, expostas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) desta disciplina. Estas questões centram-se na percepção do "outro" e do "nós", que possibilita a identificação das diferenças e, simultaneamente, das semelhanças (PCN de História, p. 35), a partir do estudo, análise e compreensão das especificidades culturais de povos e das inter-relações, da diversidade e da pluralidade de valores, das práticas sociais, das memórias e histórias de grupos étnicos, de sexo e de idade (Ibid., p. 33). A percepção da alteridade "está relacionada à construção de uma sensibilidade ou à consolidação de uma vontade de acolher a produção interna das diferenças e de moldar valores de respeito por elas. A percepção do 'nós', por sua vez, está ligada ao desejo de reconhecimento de semelhanças entre o 'eu' e os 'outros', na busca de identificação de elementos comuns no grupo local, na população nacional ou nos outros grupos e povos próximos ou distantes no tempo e no espaço" (Ibid., p. 35-36).

Consideramos a internet um meio fundamental para potencializar nossas Oficinas Pedagógicas, atuando como a "nossa" trombeta de Clio, a musa da História, que, assim, divulgava e celebrava as realizações dos deuses do Olimpo, na sua vitória contra os Titãs, e, posteriormente, também, os feitos dos homens.

Oficinas Pedagógicas sobre a Grécia Antiga
Oficinas Pedagógicas sobre a Roma Antiga
Oficinas Pedagógicas sobre o Egito Antigo

Link: Lhia